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Querido Diário...


Olá Leitores! 
Quanto tempo não é mesmo? Depois de passar por várias complicações de saúde agora estou bem melhor, e posso escrever para vocês. Durante esse período que passei fora, comecei a pensar na variedade que a vida nos proporciona, e basta apenas abrirmos o olho para observar as grandes oportunidades que a vida nos dá. Reparei que devemos ir atrás de nossos sonhos, sendo eles os mais loucos possíveis. Afinal, sonhos não possuem pernas, mais você sim, então corra atrás deles. Elaborei um textinho básico para vocês hoje, espero que gostem. Beijos,  Amo vocês. ♡ 


"- Sim, eu chorei! Eu sofri! Não vivi... Vi toda minha vida passar diante de meus olhos, como um retro-projetor exclama seus filmes em uma parede deserta de estilo White. Minha pele suava, minha mãos tremiam, minhas pernas, e ..."Ó meu Deus, o que está acontecendo"?  Meu coração se revoltou em um ritmo acelerado; e eu podia ouvir meus pensamentos mais obscuros em uma espécie de purgatório. Assim me prendi, não me auto-governava, virei bicho de concha, criatura intransitiva, que se enfurna dentro de si próprio, ilhando-me cada vez mais, minando pelas duas doenças  de nosso tempo e corpo: Individualismo e solidão. Me perdi em meus pensamentos, mas sabe eles são parte da minha crise existencial, que as vezes,  á de ser sensível demais, ou forte de mais... Tudo estava errado, mas o nada estava certo, me embaralhei em minhas concepções, quando de repente esbarro quase sem querer, em meus sentimentos, misturado muitas vezes, com fortes doses de nostalgia que me fizeram rir e chorar ao mesmo tempo, (mais chorar do que rir, pra ser sincero),  o que me levava ao caso no momento. Permaneci assim, por mais ou menos umas duas semanas, impronunciável, incapaz de ver, ou sentir a alegria. E o som quando chegou em meus lábios, nem ao menos ele soube como se pronunciar; então usou de meus olhos para se fazer presente.  Explico como se tivesse surgido diante de uma troca de olhares (aquilo que não se prevê), que por alguma razão se converteram para o mesmo ponto... Justamente o escuro dele.  O medo de me magoar, de se entregar, e ser feliz (se possível, levando em consideração aquela situação) tomou-me conta naquele instante. Como alguém pode se tornar em tão pouco tempo, uma pessoa especial em nossa vida? "-Será que para ele, sou assim também"? Isso que me torturava, saber (ou não) que os nossos sentimentos não possuíam afinidade alguma, e que minha maneira de se expressar, de demonstrar, de viver, de possuir meu próprio jeito de fazer com que as palavras fossem encantadoras,  não o levaria em lugar algum! Percebi ao longo, que são os gestos e as atitudes que nos fazem nos aproximar mais, como o abrir de uma porta, um recado no celular, um "Bom-Dia", um sorriso, renuncias por  ele e por mais ninguém; um choro sincero de alguém que nos ama. E que não adianta eu ser perfeito; pois o amor surge das imperfeições! E o medo que antes sentia, se torna pequeno diante de tão grande sentimento, que se torna mais forte porque é através dele que barreiras se quebram, e corações que podem (finalmente) se unir em um só. Isso me faz, com que olhe para os outros não como cobiça, mais como alguém como nós, a espera deste olhar, que quer ver o mesmo brilho, que quer sentir no outro o aconchego de se sentir especial. Minha dor, que antes cuja intensidade era de uma Fênix, que quando parecia estar diminuindo realçava seus piores valores de tortura... Foi embora, e de maneira muito complexa, fiz de minha simplicidade um paradoxo cheio de pontos de interrogações e desembaralhando em seguida minhas concepções. Justo de um final feliz, ou de um ''viveram felizes para sempre''...

Vitor Braz , 15 , Brasil.

A primeira vez que te vi...


Lembro exatamente como foi a primeira vez que te vi, você estava com o cabelo molhado, uma camisa amassada e um sorriso encantador.
Chegou ao meu lado e perguntou:
- Olá, que horas são? 
- 13:30. 
Respondi esperando que dali surgisse mais algum assunto, que te prendesse ao meu lado por alguns minutos...
Mas minha timidez não me ajudou em nada, vi você se afastando aos poucos, e descruzando seu olhar do meu, senti vontade de te chamar, criar um assunto e ficar ali com você, por horas, talvez dias... 
Eu não me importaria de passar fome, sede, calor ou até frio, estando com você, e podendo te dizer tudo o que penso.
Você entrou no ônibus, que por incrível que pareça era o mesmo que o meu, sentamos em bancos proximos, você colocou seus fones de ouvido branco, e me deixou ainda mais curiosa para saber o que será que você ouvia? 
Vi você descendo do onibus e senti um vazio enorme, como se alguem tivesse arrancado de mim, todas as esperanças existentes de eu trocar algumas palavar com você.
Passaram-se alguns dias, mas eu nunca esqueci seu olhar, seu cabelo molhado, ou sua camisa amassada... Alguns meses depois, chego em minha escola, e vejo que na minha sala tem um aluno novo, a única coisa que estava diferente em você era o cabelo, pois ele não estava mais molhado, mas a camisa, bem, ela continuava amassada. Não acreditei no que meus olhos viram, pensei ser uma miragem feita exclusivamente para me deixar com cara de paisagem, olhando para alguem com um fone de branco nos ouvidos...
Deixei a timidez de lado por alguns minutos, me aproximei e perguntei ás horas para você, e foi exatamente naquele momento, que nossos olhares se cruzaram para nunca mais se perderem. 









Devaneios de uma paixão


Estava sentada na frente do computador, tentando achar o motivo pelo qual eu deveria continuar gostando de você, montei um gráfico mental, juntando todas as possibilidades de ficarmos juntos, e as possibilidades de nunca darmos certo e advinhe? Claro, que a segunda opção ganhou... 
Por que será que você tinha que cruzar meu caminho, invandir meu coração, e destrancar-lo, com um simples sorriso? 
Cansei de me iludir e resolvi abrir mão, deixar a razão falar mais alto que a paixão, e te tirar de vez da minha vida. Vai ser difícil, mas não impossível, porem, vai ser necessário manter uma certa distância de você, e nossa amizade provavelmente vai por agua a baixo.
Mas saiba que por mais distante que eu esteja, você será sempre minha primeira e eterna paixão. Aguardo sua colaboração na minha nova missão, "te esquecer". 
Continuei viajando em meus pensamentos, até que esculto a campainha tocar, desço as escadas na esperança de ser algum entregador, ou até mesmo minha mãe que esqueceu a chave, mas me surpreendo ao te ver, molhado por conta da chuva, com um buquê de lírios vermelhos nas mãos.














Viver á vida...

Eu te amo...
Depois que inventaram essa frase, brincar com o coração das pessoas ficou muito mais fácil. Com o tempo aprendi que a gente vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o ''alguém'' da sua  vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. 
Muitas vezes damos importância demais para problemas que não afetam a nossa vida em nenhum sentido. Muitas vezes ficamos assustados com o que vai acontecer com o nosso futuro, e esquecemos de que nem o passado nem o futuro importam, apenas o presente.  Apesar de todos os problemas, todas as confusões, nunca deixe seu presente ser abalado. Aliás, a vida é uma só, e não existe passado nem futuro depois que morremos, pois ela é feita apenas de presente. Então viva o hoje e seja feliz enquanto há tempo.

                                                                                                                                       Viih, ;3

Ultima carta para vida...

A frouxidão do anônimo me negou a última ambição, meus olhos podiam fitar a morte, e eu podia enxergar de longe a fortuna, mas me faltava estratégias de como chegar até ela.
Estive ali, lutando á cada segundo por aquilo que queria conquistar, lutei até o fim, mais não consegui; eu não tinha a mesma dureza que ele possuía ... 
 Ele era lindo, me perdia olhando na profundidade de seus olhos verdes, como eu delinara, ele em vez de mergulhar em meu amor, preferiu seguir sua vida sem mim... Os meses se passaram e a mesma medida que vinha, ia-se. 
E eu a cada dia que eu passava me afundava no mar vasto e escuro do meu quarto; e a única coisa que ali estava, era uma pequena lâmina e uma boa quantidade de meu sangue sobre o chão branco e vago...  Se ele ainda vegeta em alguma parte de minha vida, eu não sei; só sei que... tenho a certeza de que não vou aguentar por muito tempo essa fuleira depressão...


                                                                                                                                              Viih, ;3